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riscos_e_rabiscos

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Só Ao Puxão de Orelha

 

Ontem foi mais um dia de galinheiro. A coisa correu mal ainda antes de começar. Assim que inicio a descida da escadaria infindável, sinto uma dor horrorosa na fractura do meu pé! Lá fui eu a descer a escadaria quase ao pé-coxinho como se tivesse alguns 300 anos. E já nem mencionando o peso da minha mala, que parecia um velho baú cheio de tralha…

 

Comecei a aula como normalmente. A turma não sabe respeitar regras da sala de aula, não sabe respeitar nada nem ninguém. Várias chamadas de atenção e avisos, e a aula lá vai decorrendo cambaleante. Depois há meninos cujos “dedos” têm uma preguiça impressionante. Nem uma semana de aulas chega para passar meia dúzia de frases para o caderno. Ouvi dizer que é uma doença dos tempos modernos, a preguicite aguda.

 

Às tantas e no meio da feitura de uma actividade, o meu aluno surdinho encontrava-se mais atrasado. Este seu handicap prejudica-o pela dificuldade que tem em ouvir mas não na aprendizagem ou execução do que lhe é pedido. O loiro-burro levanta-se do seu lugar sem minha autorização e decide ir espreitar o trabalho do colega.

Como se acha o melhor, pensa que tem o direito de criticar os colegas e assumir o papel de professor, neste caso professora.

 

Como se fosse mais do que os outros, virou-se para o colega e chamou-lhe “totó”! Se há coisa que nunca admiti na minha aula foi o “chamanço” de nomes a colegas ou a quem quer que fosse. É claro que a seguir seguiu-se um responso e uma verificação ao trabalho que eu tinha mandado fazer. Acreditam que o trabalho estava mais atrasado do que o do colega?!

 

Mais um bocadinho de aula, mais uma matéria dada e mais trabalho a realizar. Estava a turma toda sossegada a trabalhar quando o loiro-burro resolve virar-se para trás e chamar ao colega chinoca “burro”!

Ó valha-me Santo Ambrósio e mais o rol dos meus santinhos de devoção! Passou-se assim uma coisinha má pela minha cabeça e uma névoa pela vista! Nem tinha acreditado no que tinha ouvido! Mais um raspanete, uma queixa à Directora e uma estadia na sala até acabar o que estava por fazer.

 

Ai o que estas alminhas vão sofrer quando saírem do quentinho do ninho da escola particular e forem para a escola pública! Ai, ai…

 

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